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MAIOR SITE DE ESQUERDISTAS RADICAIS É TIRADO DO AR NA ALEMANHA

ministro do Interior da Alemanha anunciou nesta sexta-feira (25) a proibição da principal plataforma na internet da esquerda radical no país.
A polícia fez uma operação de busca e apreensão na sede do site. A medida é derivada dos confrontos registrados à margem da última reunião de cúpula do G20, no começo de julho deste ano.
Durante a operação na sede do linksunten.indymedia.org em Freiburg, a polícia encontrou facas, tubos e estilingues, afirmou o ministro do Interior, Thomas Maizière. Ele é ligado à chanceler alemã Angela Merkel, que tentará se reeleger para um quarto mandato no fim de setembro.

"A partir de agora, o uso da página será uma infração penal", declarou o ministro.
Ele pretende "punir com força os extremistas de esquerda que podem ser violentos na Alemanha".
Para ele, a Indymedia é cenário "quase diário" de comentários de ódio, de propaganda ou inclusive "de assistência concreta" para cometer infrações. Há, por exemplo, debates sobre a fabricação de coquetel molotov ou elogios ao incêndio do carro de um policial diante da casa de um participante.
O fórum foi particularmente ativo durante a reunião de cúpula do G20 no início de julho em Hamburgo. Manifestações, barricadas e distúrbios contra o evento foram organizados a partir do site.
Criada em 2009, a Indymedia se tornou a plataforma de internet mais visitada pela extrema-esquerda e permite a seus usuários publicar conteúdo de forma anônima.
Um colaborador divulgou em maio de 2016 os dados pessoais -- incluindo endereço e número de telefone -- de mais de 2 mil participantes do congresso do partido de direita nacionalista Alternativa para Alemanha (AfD).

Fonte: G1.globo.com
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